quinta-feira, 21 de junho de 2007

Qual é o problema?

Stephen Kanitz acertou na veia. Os alunos tem muita pressa em dar suas opiniões. Entendem que estudar filosofia é perambular pelas aulas jogando conversa fora sobre os mais diversos assuntos. Tipo mesa de bar. Nada a refletir mais profundamente, nada a conhecer senão a "minha opinião", quase invariavelmente baseada num conhecimento superficial e preconceituoso.
O aluno não pergunta e tem pressa em responder, como se os grandes homens da tradição filosófica não tivessem nada a nos dizer.
"Onvir" o que os filósofos tem a nos falar exige um grande exercício intelectual. E pensar dói. É laborioso e exige esforço. Mais fácil é ficar preso ao senso comum.
Perguntar é ter coragem de extrapolar a mesmice e a ignorância. Por isso que os filósofos, cientistas e demais pensadores sempre serão grandes. Eles tiveram a ousadia de perguntar.

Podemos vencer a exclusão digital

Estamos, de fato, vencendo a exclusão digital. Não graças à escola pública, mas em virtude da massificação dos equipamentos e programas de informática.
A professora Léa da Cruz Fagundes toca num ponto importante: a descontinuidade dos projetos governamentais. É que os governos não tem o menor interesse em melhorar a qualidade do ensino. Seus projetos são de fachada, para poder usar como propaganda eleitoral e tentar se perpetuar no poder.
Pior, esses projetos não tem continuidade e acabam engessam a ação das escolas, que ficam esperam por sua efetivação e tomam iniciativa.
As escolas não precisam de computadores e projetos mirabolantes, destoantes de sua realidade peculiar. Antes necessitam de dinheiro para aplicar conforme suas carências particulares. Só a escola sabe se sua prioridade é computadores ou carteira para seus alunos terem onde escrever.
Exclusão digital ou qualquer outrõ tipo de exclusão, só se resolve com autonomia da escola. Exclusão é fruto da alienação.